utopia distópica
- Felipe Menezes
- 23 de set. de 2021
- 1 min de leitura

Ao ler o artigo (PUIG DE LA BELLACASA, M. (2011). Matters of care in technoscience: Assembling neglected things. Social Studies of Science, 41(1), 85–106), me emergiu 2 fatos:
Fato 1: Na última década enxames de águas-vivas foram responsáveis pelo desligamento de usinas elétricas em países banhados pelo Atlântico. Águas vivas habitam o ecossistema marítimo há 500 milhões de anos e possuem uma notável capacidade de reprodução. Ao longo dos últimos 100 anos a temperatura média das superfícies marítimas tem aumentado cerca de 0,9 graus celsius propiciando a proliferação da espécie juntamente com a eliminação de predadores naturais devido às práticas de pesca.
Fato 2: Em um evento chamado Hack Town em 2019 um grupo de pessoas realizou um velório, carregando um caixão, que simbolizava a morte de um coral. Branqueamento de corais também é um fenômeno desencadeado pelo aumento da temperatura da água marítima. Este fenômeno sinaliza o rompimento de uma das fronteiras planetárias relacionadas aos limites ambientais.
Me encontrei refletindo acerca dos pronomes: O caixão DO coral flutuando NA água com MUITAS águas vivas. Deixo a reflexão aberta para possíveis interpretações.
Creio que ao ler os fatos, você se preocupa com isso.
E te pergunto, o que farás para cuidar disto?
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