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Sentir em Rede, Sentir o Tempo

Atualizado: 4 de jan. de 2021

Autores: Carmen, Carolina W. Chaves e Marcos


A realização da atividade experimental prototipada proporcionou descobertas, reflexões e aprendizados. Para expressar as revelações e transformações propiciadas, necessitamos retomar a nossa jornada.


Tivemos como temática inicial a cultura dos indígenas Kaingangs da Comunidade localizada em Farroupilha – RS. Para tanto, ao realizarmos o mapeamento, pesquisas e levantamentos iniciais (arqueologia, imersão e especulação) recebemos diversos inputs que nos fizeram compreender muitos elementos de diferenças culturais. Aqui começam os aprendizados e transformações dos integrantes do grupo, pois, por mais que nos consideremos abertos e preparados para interagir com diferentes culturas, efetivamente conseguimos nos “despir” de nossas bases para compreender o outro como ele é dentro da sua própria cultura? Ao termos este questionamento em mente, fomos, aos poucos, limpando nossas lentes de interpretação cultural para, dentro do possível, entrarmos no mundo e na forma dos Kaingangs de compreensão de mundo.

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No decorrer de nossa caminhada da atividade experimental prototipada foi ficando muito evidente o peso do prejulgamento sobre a cultura indígena, o que impacta no dia-a-dia dos Kaingangs. Já sabíamos da delicada temática que tínhamos em mãos e, também, por alguns elementos culturais que dificultaram a comunicação entre as partes, nos demos conta que deveríamos nos apropriar dos ensinamentos e redirecionar o foco de atividade experimental prototipada.


Assim, a partir da compreensão que a comunidade tem de Bem Viver, de aproveitar os momentos com o que realmente lhes importa, de poder deixar para depois afazeres para desfrutar de algo que lhes faça mais sentido, entendemos que poderíamos melhor direcionar nossa proposta. Ressaltamos aqui, também, nossa preocupação ética em relação a criação de uma prototipação relacionada a tema tão delicado, que é a temática indígena, principalmente ao lançar algo em meio virtual, que não gera controle do que as pessoas podem fazer com esse material, se comparado a realização de um workshop presencial. Por todos esses motivos, ajustamos nossa proposta para: Sentir em rede, sentir o tempo.


Conforme apresentado anteriormente, nós, os integrantes do grupo, já estávamos passando por inúmeras transformações, questionando nossas prioridades pessoais e profissionais, revisitando nossos preconceitos, enfim, ajustando nossas lentes de ver e entender o mundo. Com todos esses elementos partimos, então, para nossa prototipação que foi um vídeo em que por meio de sons e imagens se propunha a provocar nossa prisão ao relógio, bem como, mesclavam imagens entre o caos urbano e momentos felizes. Ao final, três questionamentos: E você, o que faz com seu tempo? O que gostaria de fazer com o seu tempo? O que gostaria de NÃO fazer com o seu tempo? E enviamos, pelo WhatsApp, para pessoas e grupos. Percebemos aqui, mais uma transformação dos respondentes. Claramente a reflexão em nos enviar as respostas, já os fez refletir sobre o tema.

A partir das respostas começamos o processo de interpretação das considerações e reflexões. Começamos a imaginar o tempo como fatias, como peças para montarmos nosso viver ou bem viver.

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Nossa jornada foi sendo construída a partir de descobertas e provocações, o que nos fez rever a forma como sentimos o tempo, e passar a entender e respeitar ainda mais a cultura dos Kaingangs.


Assim, ao entendermos tudo isso, pudemos novamente prototipar, a partir das reflexões e insights até aqui.

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"Meu tempo se resume ao trabalho, afazeres domésticos e filhos. Gostaria de ter mais tempo para fazer coisas sem tempo marcado"


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"Estudo.

Ir em festa na Cidade Baixa.

Desperdiçar meu tempo procrastinando."




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"Gostaria de ter mais lacunas, turnos vagos durante a semana e também o hábito de tirar pequenas férias ao longo do ano, porque somos empresários e só fazemos recesso e feriados curtos e sem programação planejada."




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"O que faço com o meu tempo: eu vivo o tempo. Vivo cada segundo como se fosse o último. Curto cada pequeno momento de forma simples, mas tento apreender o agora."






E a experimentação não termina aqui… Vamos Sentir em Rede! Vamos Sentir o Tempo!




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