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TAROT DO FIM DO MUNDO

Atualizado: 8 de jan. de 2022

Você quer ler o seu futuro?


E se o seu futuro fosse sombrio?


E se o futuro de nós todos fosse sombrio?


Você ainda quer ler o seu futuro?


Ou prefere pensar na Xuxa?


No Zezé de Camargo?


No agro?


Na eterna briga entre gremistas e colorados?


Vamos pensar no brinde de Reveillón?


Quer falar sobre o tempo?


Ou quem sabe discutir o preço da carne?


Tá cansado de usar máscara?


E pensando no novo normal?


Melhor ainda: no pós-pandemia?


Negacionista.


Pior ainda, negacionista obscuro. Só pensa que não é.


Já deixou de comprar na Amazon? Já parou de comer carne? Já trocou esse motor 1.8 pela bicicleta?


Você, que aponta o dedo, você que ri de quem não se vacina, você que faz pose de Yoga pra foto: o que você tem FEITO?


Você já começou a morrer.


Seu futuro está nas nossas mãos.


Você quer ler o seu futuro?




Venha abrir as cartas do seu futuro.


Você abre, você mesmo analisa.


Você tem uma chance.



O Tarot do Fim do Mundo confronta as suas certezas, as suas alienações, as suas escolhas com dados do mundo real, aquele que você vem evitando com sucesso.


Não vai dar para ficar mais nesse Túnel da Alienação.


Ou vai, depende de você.



UMA CRISE

Vivemos uma crise de agência, de inércia.


As pessoas que entram na dança da alienação, enxergam um futuro que se constrói e se cura por si só - ou pelos outros.


Engolfados por um cotidiano que nos distancia do protagonismo e do poder de agência sobre a mudança do agora e do depois, há uma falsa sensação de esperança.


Acompanhamos o mundo que se desfacela pela janela do quarto andar, negando o fim do mundo contratado.


O novo normal propõe uma mudança nos hábitos e da lente para enxergar a realidade: mais empatia, mais sustentabilidade, mais respeito. Quais as fronteiras entre discurso publicitário e ação?


Será o novo normal apenas um novo rótulo para o túnel de alienação que vivemos?


Segundo Roy Scranton há uma palavra para essa nova era em que vivemos: o Antropoceno, termo que representa a ideia de que entramos em uma nova época na história geológica da Terra, caracterizada pela chegada da espécie humana como uma força. O desafio do Antropoceno vai além da segurança nacional, dos mercados de alimentos e de energia, ou dos nossos “modos de vida”. O desafio vai ao nosso senso do que significa ser humano.


Estamos cientes do que estamos vivendo? Ou estamos cada vez mais imerso no túnel da alienação? Quando este túnel começa? Percebemos que nossas relações, nossas realidades, nossas crenças são cada vez mais líquidas - e será que queremos sair delas?


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Chamamos os outros de negacionistas, mas não estamos todos nós, cada um a seu modo, imersos em um negacionismo obscuro, contribuindo cada um com infinitas gotas para o fim do mundo?


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Você se reconhece?

E então, nos perguntamos: como despertar desta crise de alienação?


Nossa chave foi fazer as pessoas contemplarem seu futuro. Um oráculo, um portal para o futuro - o Tarot.


Mas não qualquer Tarot.


O Tarot do Fim do Mundo.

Um Tarot em que não existem Arcanos Maiores bons ou esperançosos à leitura leiga, como Os Amantes ou O Sol. Um Tarot em que todas essas cartas foram substituídas pela Morte.


Um Tarot que a cada carta aberta lhe desafia a sair do túnel. Um Tarot que você mesmo interpreta.


Vamos lá. Você é capaz. Clique aqui e escolha três cartas.


DESENVOLVIMENTO DAS CARTAS

O Tarot foi criado na Itália, no século XVI, como uma forma de contação de histórias, função que ainda pode ser empregada no Design de jogos. Foi apenas quando ele migrou para a França, já no século XVII, que ele fez contato com o oculto e com o futuro, gerando o mundialmente famoso Tarot de Marselha. Além desta versão clássica, inúmeras outras versões surgiram ao longo dos anos, por artistas inspirados em seus arquétipos. As cartas são dividas em Arcanos Maiores e Arcanos Menores - para este projeto, apenas os Arcanos Maiores foram empregados.


Uma leitura típica de Tarot envolve retirar 3 cartas do baralho, representando o passado, presente e futuro daquela pessoa para quem ela está sendo realizada. O Tarot é então um portal simbólico importante para o inconsciente: na metafísica do tempo do Tarot, o passado, o presente e o futuro co-existem. Da mesma forma, a pessoa presente co-existe com seu eu futuro. O Tarot nos empodera para entender o fluxo caótico de experiências a que estamos sujeitos - através dele, podemos aprender com elas e podemos também aprender nelas.


A poderosa relação simbólica das cartas do Tarot com a psiquê humana e o seu uso como um portal para o futuro do leitor foram as apostas do grupo para testar a crise do Túnel da Alienação.


O processo de desenvolvimento teve duas camadas: o conteúdo das cartas e a visualidade de cada uma.


Para o conteúdo, foi realizada uma netnografia com os termos "novo normal"+negacionismo+inovação, novo+normal, home+office, pandemia, covid 19, negacionismo+notícia, impactos+pandemia+notícia, meio ambiente+notícia, homofobia+notícia, democracia+notícia, redes sociais+notícia. Uma amostra dos resultados é apresentada abaixo.


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A visualidade foi criada pela colega Helena Agra, e alguns exemplos são apresentados abaixo.




CAMPO EXPERIMENTAL


Convidamos 11 pessoas a lerem o seu futuro conosco. Sem instrução, com uma mesa de taróloga colocada no lobby do Campus Porto Alegre da Unisinos.


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Um esquema do processo de campo é apresentando a seguir.

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Campo Experimental

Após a leitura, coletamos os seus insights.

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A emoção mais presente? Confusão.


Para Sydney K. D’Mello e Arthur C. Graesser: A confusão é a assinatura afetiva do desequilíbrio cognitivo. Um importante passo no caminho de um novo conhecimento.



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Transições entre estados afetivos durante o processo de aprendizagem.

O Tarot do Fim do Mundo talvez não tire as pessoas do Túnel da Alienação. Mas a contar pelas nossas coletas, ele causa esse desequilíbrio cognitivo que é o início do processo de aprendizagem. É uma pílula de reflexão.




O Tarot do Fim do Mundo é uma criação dos mestrandos Cristina Leonhardt, Gabriel Tassinari, Jaqueline Comparin, Helena Agra e Marina Blum, do Mestrado em Design, disciplina de Experimentação em Design.

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