Resíduo/Tecnologia-ALIMENTO-Resíduo/Tecnologia = SER
- Diônifer Alan da Silveira
- 16 de dez. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 9 de jan. de 2023
Durante a leitura do texto sobre CUIDADO (care), com algumas pausas, fui procurando elementos que pudessem fazer parte do protótipo. Uma das possibilidades foi ver conchas na beira da praia. A praia foi a do lago Rio Guaíba, na zona sul de Porto Alegre. As conchas são simplesmente ou elas se tornam resíduos no planeta? Essa reflexão veio junto com o conceito do Antropoceno.
A vida da espécie humana e seus rastros, sua “pegada ecológica” é realmente algo negativo ou simplesmente é mais um elemento transformador da vida no planeta Terra, na Pátria-Mãe?

O primeiro impacto que o texto me trouxe foi na sua apresentação da ideia de que as tecnologias também devem ser respeitadas e até mesmo cuidadas. Minha estranheza se deu especialmente pela situação em que temos tantas desigualdades entre os próprios seres humanos e a autora, em um primeiro momento, nos provocar a sermos mais “cuidadosos” também com as tecnologias.
No desenvolvimento do protótipo, decidi não pegar conchas, mas sim, sacolas plásticas. Elas que são consideradas como um dos vilões nas discussões a respeito da sustentabilidade da vida no nosso planeta, também são um tipo de tecnologia que carregam coisas importantes para a gente: como nossos alimentos comprados no supermercado.
Meu protótipo se iniciou com o recorte cuidadoso das sacolas para que elas pudessem gerar fios de plástico. Cada sacola média de supermercado chegou a gerar fios finos e não regulares de aproximadamente 7 metros de comprimento. Ao ter mais 6 sacolas recortadas, fiquei com um grande emaranhado de fios.

Aos poucos, fui começando a fazer tramas com os fios. O primeiro permitiu gerar uma pulseira. O segundo, já serviu como uma corrente para o pescoço. O terceiro já foi uma trama das primeiras tramas, o que gerou um princípio de cordão. Claro que a intensidade e força das tramas davam um novo tipo de resistência, caracterizando o que hoje temos de cordas feitas de polímeros, vendidas nas lojas.

A relação com as tramas me lembrou da informação de que temos no corpo humano cerca de 100 mil km de veias, artérias e vasos capilares, que são constantemente alimentados por oxigênio e geram o gás carbônico de nossa respiração. Ao mesmo tempo, as tramas me lembraram do cordão umbilical e da placenta, que é uma tecnologia criada para a geração da vida de alguns seres vivos, incluindo o ser humano.

Ao pensar no cuidado, já havia pensado em uma placenta. Neste caso, ela ficou representada pela sacolinha rosa. Tal como a sacola plástica que nossa fonte vital que é o alimento, a placenta também é uma tecnologia sem a qual não teríamos evoluído ao que somos hoje, Acabei também por descobrir que a troca de respiração e alimentação do feto com a mãe se dá de forma meio indireta, do cruzamento das veias e artérias do cordão umbilical com as veias e artérias da mãe.
Por fim, considero como destaque o quanto que minha visão do cuidado das tecnologias pode ser percebida de uma maneira muito mais intensa e respeitosa após a leitura e releitura do texto, do protótipo e das contribuições dos colegas.
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