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Pote da Calma



Compreender e controlar emoções são habilidades que nos esforçamos para desenvolver durante toda a nossa vida. Quando crianças, nosso cérebro ainda não está totalmente desenvolvido e lidar com sentimentos e emoções é ainda mais difícil. É por isso que quem tem filhos ou convive com crianças aprende que, quanto menor a idade da criança, mais ela pode precisar de ajuda externa para regular respostas emocionais.


Como mãe e designer, conecto a ajuda externa a uma atividade projetual, na qual Design Emocional e Ontológico se cruzam para gerar um experimento. Das emoções, compreendemos com Tonetto (2011) que projetar para emoções significa entender como o produto (artefato) se relaciona com os interesses (concerns) dos indivíduos. Já o Design Ontológico e sua forma de caracterizar a relação entre os seres humanos e os mundos da vida está para a atividade projetual como este experimento, um “pote da calma”, pode estar como artefato para um ser humano (em especial, se criança): um artefato projetado que age de volta em nós e nos projeta.


Feito com uma jarra ou garrafa de vidro, água, tinta colorida, glitter e um pouco de óleo, os fluídos, quando agitados, formam diferentes formas, geram movimento, figuras, cores e reflexos. O pote da calma funciona como uma “âncora” para deter a atenção da criança no momento e local presentes. Inspirado no método Montessori¹, que propõe a criação de um ambiente de aprendizado mais criativo, o artefato é usado para acalmar crianças pequenas depois de um momento de emoções mais intensas (briga, frustração, choro). É o “design-beign” de uma ferramenta que por sua vez modifica (portanto, projeta) o “beign” (ser) do usuário da ferramenta.



¹ A Pedagogia Montessoriana ou Método Montessori foi desenvolvida por volta de 1907, por Maria Montessori, primeira mulher da Itália formada em medicina. Maria Montessori também era educadora e seu método propunha a criação de um ambiente de aprendizado mais criativo. Seu trabalho enfatiza a importância de se criar um ambiente adequado para o desenvolvimento da criança. (https://lunetas.com.br/)



Referências:

MEYER, G. A Experimentação como Espaço Ambivalente de Antecipação e Proposição de Controvérsias. Revista Estudos em Design. Rio de Janeiro: v.26/n.1, p. 29–47. 2018.


TONETTO, Leandro Miletto; COSTA, Filipe Campelo da Xavier. Design emocional: conceitos, abordagens e perspectivas de pesquisa. Strategic Design Research Journal, v. 4, n. 3, p. 132-140, 2011.


WILLIS, A.-M. Ontological Designing: laying the ground. Design Philosophy Papers, 4 VN-re (2), 80-89, 2006.





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