O Designer Explorador
- eduardoscypriano
- 16 de dez. de 2022
- 2 min de leitura
No início do semestre a disciplina de experimentação já começou propondo algo que, para mim, era muito desejado: a experimentação livre do entendimento que tenho daquilo que absorvo ao longo das aulas. A ideia de criar um protótipo em formato livre, cuja única exigência é que estivesse relacionado diretamente não ao texto apresentado, mas à minha interpretação dele, me agradou pelo simples fato de não me sentir preso à uma expectativa de ter que "dar a resposta certa".
A leitura do primeiro texto do semestre me provocou pensamentos interessantes, diretamente relacionados à uma sensação de fluidez e dinamismo, associadas diretamente à figura do designer, que pra mim foi figurado como um viajante explorador. O artigo posiciona elementos distintos do processo de design em uma noção de espaço, como se o problema, tema, atores e artefatos constituíssem estruturas com campos gravitacionais e densidades próprias, e o designer fosse um corpo com vontade própria a "navegar" esses campos e interligá-los da maneira que entende-se melhor suas conexões.

Eu sempre fui fã da pergunta "entendeu, ou quer que eu desenhe?" porque, apesar do tom passivo-agressivo que geralmente o acompanha, eu sou uma pessoa bastante visual e expressiva, então sim, eu sempre quero que desenhe. Comecei a rabiscar com um lápis uma folha em branco, traçando movimentos e trajetos que vinham à minha mente enquanto pensava sobre o que lia, até que senti vontade de tornar visualmente compreensível o meu conceito. Meu protótipo, então, constituiu-se de uma ilustração que traz um elemento central distinto, interligado à variados elementos conectados por uma rota já traçada, simbolizando os caminhos que foram feitos e o pontos que foram ligados a partir da intencional e lúcida exploração de um designer por seu campo, seja conhecido ou não.
Comentários