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Marina's Vending Machine



As lições a partir da observação das protótipos dos colegas de aula na semana anterior, me deixaram com vontade de ser mais ativa na realização do meu próximo projeto. Queria exercitar minha capacidade de construir alguma coisa manualmente.

O texto de referência trazia a ideia de que não somente nós humanos fazemos o design das coisas, mas as coisas por nós criadas passam a ser responsáveis por nos moldar. Objetos são capazes de sugerir a maneira como nos comportamos.


Refletindo sobre isso, me dispus a me envolver com materiais como papelão, tesoura e fita adesiva para começar alguma experimentação que me levasse a algum lugar que até então não sabia onde seria. Pedi emprestados os materiais e o espaço de trabalho da minha filha Marina, de 8 anos, que é uma prototipadora nata. Ela quis trabalhar também. Eu nas minhas coisas, ela no projeto dela.


Enquanto explorava os pedaços de papelão, eu observava também como ela se relacionava com os recursos. Ao contrário de mim, que tentava - inevitavelmente - projetar, planificar e calcular minha experimentação, Marina trabalhava no seu projeto com foco e determinação. Achei interessante observar que ela sabia desde o início O QUE iria produzir, mas não estava preocupada em COMO fazer. Por isso, o que aconteceu foi uma sucessão de diversas tentativas e erros. Acabei por oferecer ajuda, mas tomei o cuidado de não colocar no processo dela a minha tendência de planejar. Entendi que, tal como na experiência do primeiro protótipo, havia um benefício de aprendizado para mim, muito mais do que para ela naquela situação.

Passamos um longo tempo trabalhando juntas no projeto. Ela ia me dando uma aula de como é possível avançar em cima dos erros e como de fato se EXPERIMENTA. Marina chamou a engenhoca de "Marina's Vending Machine". Terminei a minha participação na empreitada com uma sensação de dever cumprido e achando legítimo que fosse esse o meu protótipo, levando em conta o meu processo de desenvolvimento.Mas em vez de brinquedinhos de plásticos, decidi que a minha versão da máquina venderia reflexões sobre design e sustentabilidade.


Texto de referência: Willis, A.-M. (2006). Ontological Designing: laying the ground. Design Philosophy Papers, 4 VN-re (2), 80–98.





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EXPERIMENTAÇÃO EM DESIGN ESTRATÉGICO

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