Arroz-Feijão = Yin-Yang
- Diônifer Alan da Silveira
- 30 de set. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 5 de jan. de 2023
O primeiro protótipo para contribuir com a leitura do artigo "A Experimentação como Espaço Ambivalente de Antecipação e Proposição de Controvérsias" foi a observação de duas amostras de 9 grãos de arroz e 9 grãos de feijão. Ambas em recipientes fechados, uma estava submersa com 1/5 de água e a outra apenas com os grãos e o ar interno.
Minha escolha pelo arroz e o feijão se deu pelo amor que tenho ao alimento bem brasileiro e pela fascinação que tenho pelo símbolo do Yin e Yang, que simboliza a dinâmica, o antagonismo, a complementaridade e a troca entre os supostos opostos como a luz e a sombra, o branco e o preto.

Um dos pontos que destaquei do texto foi a capacidade do ambiente estabelecer melhor as relações, algo como o chamado "espaço ambivalente" do título, diria eu até multivalente. No caso do recipiente com água, fica clara a troca e a transformação acelerada que a interação faz com o feijão. A água se transforma de "puramente líquida" e fica mais híbrida, ganhando textura, tornando-se mais próxima do chamado "estado magmático" trazido no texto.

O diálogo que proponho do Yin-Yang com o Arroz-Feijão se explicita pela característica especial do feijão arredondado e circular, com cor preta (neste caso) e um pequeno ponto preto central. Algo que sinaliza ao mesmo tempo a imperfeição e a abertura sistêmica que o alimenta e que estabelece e alcança a sua característica mais central.

De outra forma, a estrutura morfológica do arroz, mesmo não tendo sua casca apresentada no protótipo, já estava com sua essência branca explicitada. O que na figura abaixo é caracterizada como "endosperma" também parece-me dialogar com o "estado magmático" que parcialmente está mais enrijecido, como a rocha sólida que se transformará ao receber a influência do magma quente e se tornará também em magma.

A discussão me trouxe a analogia que a evolução de tudo o que temos no cosmos, desde as galáxias, as estrelas, os planetas, até as células, os núcleos celulares, os átomos, os elétrons, etc tendem a transitar ao redor de um elemento circular, em múltiplas espirais que interagem com o espaço em que estão temporariamente atuando.
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