Anti-lentes
- eduardoscypriano
- 16 de dez. de 2022
- 1 min de leitura
O último protótipo proposto foi sobre um texto que, assim como os outros, reflete bastante sobre o papel do designer imerso em um ecossistema plural. A atenção se volta para a questão das invariáveis divisões feitas na sociedade, sejam elas em classes, crenças, ideologias, dentre outras. Tendo isso em mente, o convite feito é o de se questionar à respeito das diferentes óticas que necessitam ser utilizadas para que se perceba corretamente o todo, fazendo assim com que o processo de design faça sentido para os diferentes contextos.
A provocação que a leitura me fez foi refletir sobre o fato de que não importa quão próximo o observador (neste caso, o designer) esteja do ambiente e ecossistema para o qual se deseja projetar, sempre haverá a possibilidade de de algum elemento importante passar batido por sua investigação. É claro que a intenção do designer sempre é a de se abster de vícios operacionais e agir da maneira mais minuciosa possível, mas nem sempre isso acaba acontecendo. Portanto, o protótipo criado é uma espécie de lente, mas que não facilita a visão, e sim atrapalha.

A intenção aqui é a de propor que, quando estamos cientes de que há algo prejudicando nossa visão e percepção do objeto de nossa atenção, nos tornamos mais atentos pois é consciente a preocupação em não deixar passar nenhum detalhe. É quase um processo de empatia, onde adotamos dificuldades para que possamos, de fato, imergir onde nos propomos.
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