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ANCESTRALIDADE: A Roda da Continuidade para compreender, fortalecer e projetar o legado do corredor do samba, a partir da juventude do Sul do Brasil.

Alícia Tanski Pereira

Camila Chalon Fragozo de Quadros

Érika Lima de Jesus

 

Resumo: 

A transmissão dos saberes ancestrais nas escolas de samba ocorre principalmente por meio da oralidade, da convivência e das experiências compartilhadas entre gerações. Entretanto, a ausência de dispositivos metodológicos que favoreçam a continuidade desses saberes evidencia a necessidade de fortalecer o protagonismo juvenil na preservação da identidade cultural. Este estudo tem como objetivo compreender, fortalecer e projetar a continuidade cultural no território do samba a partir da epistemologia da ancestralidade. A pesquisa adota abordagem qualitativa, fundamentada na Epistemologia da Ancestralidade, nos Saberes Situados, na Simpoiese, no Sankofa e no Design Estratégico, utilizando entrevistas e investigação territorial. Como resultado, apresenta a Roda da Continuidade, método estruturado em cinco etapas que promove encontros intergeracionais, autoria juvenil e produção contínua de significados. Conclui-se que o Design Estratégico pode atuar como mediador da continuidade cultural em diferentes territórios.

Palavras-chave: Ancestralidade; Design Estratégico; Juventude; Escolas de Samba; Território Cultural.


INTRODUÇÃO

A ancestralidade, compreendida através da lente contemporânea de estudos sobre saberes tradicionais, não se resume a um vínculo com o passado e suas tradições conservadas ao longo do tempo, mas uma maneira de produzir e transmitir saberes por intermédio das experiências, corporificação, oralidade, relações e vínculos com o território e sua identidade cultural. Sob essa perspectiva, o conhecimento consiste na participação contínua de uma rede viva de significados, práticas e memórias que articulam diferentes gerações e trazem a ancestralidade como uma epistemologia de produção, apropriação e legitimação do conhecimento.

Essa compreensão desloca a ancestralidade de uma condição exclusivamente histórica para entendê-la como um processo permanente de produção cultural. O passado deixa de ocupar um lugar distante e passa a coexistir com o presente, orientando a construção de futuros possíveis. Assim, a continuidade da cultura não depende apenas da preservação de registros materiais ou narrativas documentadas, mas da capacidade das novas gerações de reconhecerem esse legado, apropriá-lo criticamente e recriá-lo em seus próprios contextos.

No território do samba, essa dinâmica torna-se especialmente evidente. As escolas de samba constituem espaços de produção de conhecimento, memória coletiva, identidade e pertencimento. Seus barracões, quadras, ensaios e desfiles configuram territórios educativos nos quais valores, histórias e práticas são transmitidos predominantemente por meio da convivência, da oralidade, da música e da experiência compartilhada. A ancestralidade, nesse contexto, manifesta-se menos como conteúdo e mais como relação.

Entretanto, observa-se um desafio recorrente: embora exista um patrimônio cultural extremamente rico, os processos de transmissão desses saberes permanecem, em grande parte, informais e dependentes da continuidade espontânea das relações. Poucos dispositivos estruturados favorecem o protagonismo dos jovens como sujeitos ativos dessa produção cultural, tornando a continuidade da memória coletiva vulnerável às constantes transformações sociais e às novas formas de interação.

Foi justamente essa inquietação que emergiu durante a aproximação com o Corredor do Samba de Porto Alegre, especialmente a partir do contato com a Escola de Samba Acadêmicos da Orgia. As entrevistas realizadas com representantes da escola evidenciaram que o sentimento de pertencimento nasce da convivência cotidiana, do acolhimento comunitário, da transmissão familiar dos saberes e da participação ativa na vida da escola. Ao mesmo tempo, revelaram a necessidade de criar mecanismos capazes de fortalecer esses processos para que a ancestralidade continue sendo produzida pelas novas gerações, e não apenas preservada como memória.

Essa perspectiva vai ao encontro dos saberes situados de Donna Haraway (1988) e reconhece que todo conhecimento é produzido a partir de contextos específicos, corpos, territórios e experiências concretas. Articula-se, ainda, à ideia de simpoiese, compreendida como a produção coletiva da vida e do saber, onde múltiplos sujeitos concorrem simultaneamente para a construção dos significados. Nesse contexto, compreender a ancestralidade demanda sua vivência no próprio território em que ocorre, respeitando tempos, rituais e modos próprios de produção do conhecimento.

A partir dessas articulações, emerge a questão que orienta este trabalho: Como o território do samba pode ser compreendido, fortalecido e projetado por meio da epistemologia da ancestralidade, tendo a juventude como protagonista da continuidade cultural? Como resposta a essa questão, propõe-se a Roda da Continuidade, um Método Avançado de Pesquisa em Design Estratégico concebido para transformar processos espontâneos de transmissão ancestral em um dispositivo metodológico capaz de favorecer encontros intergeracionais, fortalecer vínculos comunitários e estimular a produção contínua de significados culturais.

Como objetivo, essa pesquisa busca compreender, fortalecer e projetar o território do samba através da epistemologia da ancestralidade, projetando a juventude como protagonista da continuidade cultural de maneira a contribuir para a criação de uma metodologia que favoreça encontros intergeracionais e a produção contínua de significados para a apropriação de sua identidade cultural.

 

2. DESENVOLVIMENTO


2.1 Pilares Epistemológicos

A principal base teórico-conceitual desta pesquisa é a Epistemologia da Ancestralidade, proposta por Eduardo Oliveira [1](2007), que compreende a ancestralidade como uma forma específica de produção de conhecimento. Como contraponto às perspectivas centradas no conhecimento tradicional, a ancestralidade reconhece que esse conhecimento emerge da corporeidade, da experiência, da oralidade, das relações e da apropriação do território como um processo contínuo de coletividade, atuando como epistemologia de produção e legitimação do saber.

Complementando essa compreensão, a tradição oral descrita por Bâ (2010) evidencia que, nas culturas africanas, a transmissão do conhecimento ocorre principalmente pela convivência entre gerações. A oralidade não representa apenas um meio de comunicação, mas uma tecnologia social de aprendizagem, onde histórias, valores e modos de viver são continuamente reconstruídos por aqueles que as recebem.

Ancorado nos Saberes Situados de Donna Haraway (1988), o estudo parte do princípio de que todo conhecimento é produzido através de corpos, experiências e territórios específicos. Logo, para compreender a ancestralidade é necessária a investigação in loco do território do samba, respeitando as relações e reconhecendo as práticas que a constituem

Através da lente da Simpoiese, Barauna (2025) afirma que a formação do conhecimento não é produzido individualmente, ou seja, depende das relações, emergindo da ação conjunta e coprodução entre diferentes sujeitos. A Roda da Continuidade busca atender a esse princípio estruturando encontros onde mestres, jovens, comunidade e pesquisadores co‑criam novas práticas e significados que possam reconfigurar o território.

“fazer-com”, em conjunto, em companhia, com uma multiplicidade de atores humanos e não-humanos, de maneira gerativa, envolvendo o “pensar-com”, por meio do pluriverso, cosmovisões ou narrativas que se afastam de perspectivas e histórias únicas (Barauna, 2025)

Outro pilar importante é representado pelo princípio africano de Sankofa, reinterpretado metodologicamente por Corrêa (2026) através do SankoDesign. Sankofa compreende que olhar para o passado não significa retornar a ele, mas recuperar aquilo que permanece essencial para construir o futuro. Essa perspectiva amplia a compreensão da ancestralidade como movimento contínuo entre memória, presente e futuro, dialogando diretamente com os objetivos desta pesquisa.

Sankofa é majoritariamente representado por um pássaro mítico com o corpo direcionado para frente, mas com a cabeça voltada para trás carregando, no bico, um ovo, o futuro. Assim, Sankofa, como matriz de abertura para a diversidade de saberes e forma de se contrapor à desterritorialização colonial, nos orienta que não é renunciando ao passado que chegaremos ao futuro equitativo, preferível. (Corrêa, 2026)


O Afrofuturismo amplia essa discussão ao transformar a ancestralidade de um exercício exclusivamente memorial para uma prática de imaginação política e cultural. O futuro não rompe com o passado, mas passa a constituir um espaço onde as heranças culturais se atualizam a partir de novos significados.

Assim, os pilares epistemológicos desta pesquisa articulam memória, território, oralidade, experiência, autoria e futuros possíveis, estabelecendo as bases conceituais que orientam a construção metodológica.


2.2 Implicações dos pilares para a Pesquisa em Design Estratégico e os Devires da Práxis

A incorporação desses pilares epistemológicos produz implicações diretas para a Pesquisa em Design Estratégico. Ao invés de compreender o designer como responsável por desenvolver soluções para um problema previamente definido, esta pesquisa adota a perspectiva do Design Estratégico como prática de mediação, construção coletiva de significado e produção de futuros.

Segundo os devires na práxis em design estratégico conceituados por Baraúna (2025) esse estudo baseia-se na articulação especialmente de três conceitos: simpoiese, autoria e intencionalidade. O devir da Simpoiese manifesta-se na construção coletiva do método, ou seja, a Roda da Continuidade não será conduzida pelo designer como transmissor do conhecimento, mas estruturada para que mestres, jovens e comunidade coproduzam experiências, narrativas e significados.

O devir da Autoria, por sua vez, desloca os jovens da posição de receptores da memória para protagonistas da continuidade cultural, o que significa que ao invés de apenas escutarem histórias, eles serão convidados a reinterpretá-las, relacioná-las às suas próprias experiências e produzir novos registros que passarão a integrar a memória coletiva da escola.

Por fim, o devir da Intencionalidade aparece na própria concepção do método, pois a Roda da Continuidade não pretende apenas registrar histórias ou promover encontros comunitários; ao contrário, seu propósito estratégico consiste em fortalecer processos de continuidade da ancestralidade, ampliando o protagonismo juvenil e produzindo novas possibilidades para o futuro do território.


2.3 Proposição do Método Avançado

Como resposta à questão de pesquisa, propõe-se a Roda da Continuidade, um Método Avançado de Pesquisa em Design Estratégico fundamentado na epistemologia da ancestralidade. A Roda da Continuidade (figura 1) compreende a ancestralidade não como um conteúdo a ser transmitido, mas como uma experiência coletiva que gira de forma contínua através das relações entre diferentes gerações a partir das interações, produção de significados, escuta ativa, sentimentos e recriação de sua identidade.


Figura 1: Roda da Continuidade



Fonte: Acervo das  autoras

Com o objetivo de criar condições para que jovens deixem de ocupar apenas a posição de receptores da memória e tornem-se autores da continuidade cultural, o método organiza-se como um processo participativo composto por encontros intergeracionais, práticas colaborativas e artefatos simbólicos que favoreçam o pertencimento, a autoria e a produção de novos significados para o território gerando novas memórias, fortalecendo a apropriação da ancestralidade como processo vivo e continuamente atualizado.


2.4 Originalidade e diferencial do método

A Roda da continuidade busca trazer contribuições originais ao traduzir os princípios epistemológicos da ancestralidade em um método avançado de pesquisa em design estratégico. Enquanto grande parte das abordagens sobre ancestralidade concentra-se na compreensão teórica e na valorização do patrimônio cultural, esta pesquisa propõe um dispositivo metodológico capaz de operacionalizar esses princípios em processos colaborativos de produção de conhecimento, apropriação e continuidade de identidade cultural.

O diferencial dessa metodologia não consiste na criação de novos conceitos epistemológicos, mas articular ancestralidade, Design Estratégico e protagonismo juvenil na construção de um processo replicável, aberto e adaptável a diferentes territórios culturais. Nesse sentido, a Roda da Continuidade desloca o foco da preservação da memória para a produção contínua de novos significados, reconhecendo a ancestralidade viva através da experimentação, reinterpretação e compartilhamento pelas novas gerações.


2.5 Visão Geral do Método

A metodologia adotada na pesquisa estrutura-se em cinco etapas, orientadas pelo objetivo de reconectar os jovens à ancestralidade das escolas de samba, fortalecer os vínculos de identidade e cultura e projetar cenários futuros possíveis.

A primeira etapa, "Imersão na Ancestralidade", busca descobrir o território cultural da escola de samba, reconhecendo-a não apenas como espaço de desfile, mas como um território vivo de saberes ancestrais; as atividades incluem vivências imersivas na história da escola, através de rodas de conversa com antigos integrantes e mapeamento de memórias afetivas, com o intuito de identificação pelas narrativas e desenvolvimento de práticas culturais para a construção da identidade cultural.

A segunda etapa, "Legado Vivo", pretende incorporar a história da escola como parte da própria história dos jovens participantes, criando e fortalecendo vínculos afetivos. Essa etapa consta de atividades como narração do legado da escola e desenhos de linhas do tempo da escola de samba entrelaçadas à sua própria trajetória buscando o reconhecimento do legado em sua própria história.

Na terceira etapa, "Futuros de Samba", a pesquisa se inspira no afrofuturismo com o intuito de imaginar cenários futuros possíveis para a escola de samba, conectando a ancestralidade, porém sem limitar a criatividade. Para isso, esse estudo propõe a realização de oficina de cenários futuros integrando saberes ancestrais a referências afrofuturistas e, produzir narrativas sobre futuros desejáveis para a escola.

A quarta etapa, "Apropriação", busca estímulos para que os jovens se reconheçam como parte integrante, viva e ativa da escola. Essa apropriação de sua identidade ocorrerá por intermédio de ritos simbólicos de pertencimento, com entrega de bótons, distintivos, cordões e outros símbolos materializando sua evolução e reforçando o vínculo, engajamento e identificação com a comunidade.

Por fim, a quinta etapa, "Kit Metodológico Aberto", proporciona a transformação do processo em sistema replicável para outras escolas de samba dentro ou fora do estado do Rio Grande do Sul, através de adaptações contextuais para as diferentes realidades, substituindo batidas da bateria, atores locais de memória e temas regionais de identidade cultural e histórica, entregando como resultado da pesquisa, um material metodológico flexível permitindo a adaptação e apropriação por variados territórios.


2.6 Procedimentos de coleta, análise e síntese de dados ou vivências

Os procedimentos de coleta, análise e síntese de dados adotados na pesquisa sobre a Rosa da Continuidade para a identidade cultural na escola de samba Acadêmicos da Orgia, teve como base, entrevistas realizadas com os filhos do mestre Cy, fundador da escola. As entrevistas ocorreram de forma remota, agendadas previamente, com o intuito de captar narrativas da história, práticas e processos de construção identitária da escola, tratando a oralidade e a ancestralidade como forma viva de produção de conhecimento.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A produção dos saberes situados discutidos por Haraway (1988) torna-se evidente desde o primeiro contato com a Escola de Samba Acadêmicos da Orgia, pautada por uma escuta ativa da narrativa histórica da agremiação, onde ficou evidente que a história da escola se mantém predominantemente pela oralidade: memórias de fundação, desfiles, músicas e ritmos são passados entre as gerações, configurando um saber incorporado que estrutura a identidade e as práticas culturais.

Segundo Oliveira (2007), a epistemologia da ancestralidade é a fonte da produção de significados fundamental para a afirmação, ou negação, de um povo, sua tradição, sua cultura e sua dignidade. Essa afirmação foi corroborada na entrevista realizada com os filhos do mestre Cy, fundador da escola, onde foi ressaltado o papel central das oficinas de samba e de bateria na transmissão dessas memórias e saberes, consolidando a escola de samba como espaço de socialização intergeracional onde através de oficinas, técnicas, repertórios e histórias, esses valores são conservados e transmitidos para as novas gerações.

Segundo a perspectiva do Sankofa Design (Corrêa, 2025) é necessário um olhar crítico para uma maior identificação e apropriação do passado para a criação de cenários futuros possíveis e preferíveis. Ou seja, é preciso entender como os recursos ancestrais da escola de samba devem ser estudados para promover inovações futuras sem perder sua identidade e transformar-se em espaço ativo de orgulho e apropriação cultural.

Portanto, a Roda da Continuidade pretende garantir um compromisso ético entre a memória viva e o futuro da escola através de uma identificação coletiva, gerando vínculo afetivo, responsabilidade com a história e perpetuação das práticas para o fortalecimento de vínculos sociais. Em síntese, a Roda da continuidade busca conservar e propagar os saberes ancestrais por meio de práticas contínuas e ativas que assegurem a continuidade cultural e amplie as possibilidades de apropriação pelas futuras gerações.

 

CONTRIBUIÇÕES FINAIS, APRENDIZAGEM E FUTUROS

A pesquisa evidenciou que a ancestralidade constitui um processo vivo de produção de conhecimento, sustentado pela oralidade, pelas relações e pela experiência compartilhada no território. No contexto da Escola de Samba Acadêmicos da Orgia, verificou-se que a continuidade desses saberes depende da criação de condições para que as novas gerações deixem de ocupar apenas a posição de receptoras da memória e passem a atuar como protagonistas de sua continuidade. Assim, demonstra-se que o Design Estratégico pode contribuir para esse processo ao estruturar dispositivos capazes de fortalecer vínculos, favorecer a autoria e promover a produção coletiva de significados.

Como principal contribuição para a Pesquisa em Design Estratégico, apresenta-se a Roda da Continuidade, um Método Avançado de Pesquisa que traduz os princípios da epistemologia da ancestralidade em um processo participativo voltado à continuidade cultural. O método desloca o foco da preservação da memória para a criação de experiências que estimulam pertencimento, protagonismo juvenil e construção coletiva de futuros, ampliando o papel do Design Estratégico como mediador entre memória, território e transformação social.

Como limitações, destaca-se que a pesquisa foi desenvolvida em um único território cultural e requer validação prática em diferentes contextos. Como perspectiva futura, propõe-se a aplicação e o aprimoramento da Roda da Continuidade em outras comunidades, bem como o desenvolvimento de um Kit Metodológico Aberto que favoreça sua adaptação a distintas realidades culturais, ampliando sua contribuição para a continuidade de patrimônios culturais vivos.

Mais do que preservar memórias, a Roda da Continuidade propõe projetar as condições para que a ancestralidade continue sendo produzida pelas gerações futuras.



REFERÊNCIAS

BARAUNA, Débora. Devires do Design Estratégico no paradigma da sustentabilidade e inovação. In: MEYER, Guilherme Englert Corrêa (org). Design estratégico em transição. 1. ed. Curitiba: Nexo Design; Editora Insight, 2025. p. 50-78.

CORRÊA, Marcos Caetano. Sankodesign: ancestralidade negra e design estratégico para uma cidade antirracista. 2026. Dissertação (mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Design Estratégico, Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Porto Alegre, RS, 2026.

HARAWAY, Donna. Saberes localizados: a questão da ciência para o feminismo e o privilégio da perspectiva parcial. Cadernos Pagu, Campinas, SP, n. 5, p. 7–41, 2009. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/1773.  Acesso em: 19 jul. 2026.

 


[1] pesquisador do Grupo de Pesquisa RedPect-UFBA. Líder do Grupo de Pesquisa Rede Africanidades e do Grupo Griô: Cultura Popular e Diáspora Africana. Sócio-fundador do IPAD-Insituto de pesquisa da afrodescendência e sócio-fundador do IFIL - Insituto de Filosofia da Libertação, Pesquisador Associado do CEA- Centro de Estudos Africanos da UEM -Universidade Eduardo Mondlane, Moçambique, Pós-Doutorando pela UFABC, Professor Visitante Sênior da Universidade Pedagógica de Moçambique; membro da coordenação da AFYL-Brasil: Associação de Filosofia da Libertação- seção Brasil e membro da AFYL-Mundial; Pós-doutorando na Universidade Tres de Febrero, Caseros, Argentina; membro da coordenação ampliada do IFA - Instituto de Filosofia Africana e Afrodiaspórica e Vice-Coordenador do Doutorado em Difusão do Conhecimento na gestão de 2022 a 2024. (Informações extraídas da plataforma Lattes em 16/07/2026)

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