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Sistemas de avaliação: caminhos possíveis ou retrocesso?

A escolha pela “crise na educação” gerou diversas discussões sobre múltiplos aspectos que envolvem a área. Durante as discussões surgiram três ideias, todas voltados para o público infantil: CRISE NO TEMPO > presenças e relações, CRISE NA TECNOLOGIA > ócio, conexão e distanciamento , CRISE NA EDUCAÇÃO > inovação nas escolas. As ideias geraram propostas de temas a serem contextualizados e pesquisados: Crise Sociocultural > Crise nas propostas pedagógicas (currículo, metodologias, sistemas de avaliação > crise na infraestrutura proposta pelas escolas.

Quais propostas deveriam ser levadas adiante? Como deveríamos chamar: inovação ou transformação na educação? Essas perguntas orbitaram o processo na prática do projeto experimental. A partir das perguntas , dúvidas e indagações que permearam os encontros para definição da crise, surgiu a proposta de criar uma dinâmica com a intenção de “afunilar” nosso processo que, em decorrência da complexidade, apresentava inúmeras questões. A dinâmica desenvolvida apresentou cards com palavras sobre infraestrutura, matérias, sistemas de avaliação, atividades extracurriculares, entre outros, para que os pais, de forma online, pudessem evidenciar quais caracterizavam sua vivência escolar e quais acreditam que deveria ser vista a vivência de seus filhos.


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Legenda: Imagens da dinâmica proposta pelo grupo.


A experiência foi apresentada para mães de um colégio privado e de uma escola comunitária ( Colégio Israelita e Escola Aldeia Lumiar). O material foi enviado/dado para que marcassem sem nenhuma interferência externa as opções de cards que mais representassem o que tinham vivenciado em sua jornada escolar pessoal e no que acreditavam ser essencial para a experiência de seus filhos. O grupo realizou a análise das respostas contidas na dinâmica e atividade dos cards buscando compreender pontos semelhantes e distintos que pudessem sinalizar um possível caminho a ser seguido. Percebeu-se que os cards sobre sistemas de avaliação, desde o método até as atividades realizadas pelos estudantes em casa, eram sempre sinalizadas e priorizadas pelas famílias. Desta forma foi possível delimitar o tema do projeto: sistemas de avaliação.



Pensando o protótipo

Sessões de prototipagem e sondagem

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Legenda: imagens do processo de prototipagem realizadas pelo grupo


O processo de ideação do protótipo especulativo sobre sistema de avaliação possibilitou mais discussões sobre o tema e a definição dos atores que entrariam em contato com o artefato provocativo. Além disso, o grupo elencou os elementos que julgavam importante explicitar no protótipo. No primeiro momento a ideia era que o protótipo fosse uma dinâmica onde os pais entrariam em contato com uma prova, teriam um tempo para solucionar um desafio, com materiais de madeira e depois deveriam se autoavaliar. Após as trocas no laboratório, entendeu-se que seria necessário também, cogitar como os professores se enxergam a partir da perspectiva de avaliação: atores escolhidos > mães e professores (as).


O protótipo


Depois de algumas tentativas para desenvolver um protótipo que desse conta de propor a reflexão sobre o tema escolhido e que provocasse a discussão entres os atores escolhidos, o grupo optou pela produção de um vídeo propondo um novo cenário para sistemas de avaliação das escolas atuais e seus objetivos. A proposta para a produção audiovisual apostou em um cenário exagerado - a melhor forma encontrada - para conectar com mais pessoas foi utilizar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para embasar nossa proposta. O protótipo audiovisual inicia com provocações sobre os diversos sistemas de avaliação que classificam as pessoas no dia a dia para e traz como ilustração trechos do episódio 2 da série Black Mirror, que mostra como as avaliações e a tecnologia conseguem nos unir e ao mesmo tempo segregar.


Após, com apoiados na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) conseguimos basear nossa proposta especulativa: a DIVISÃO DE ESTUDANTES, PROFESSORES E FAMÍLIAS por notas e cores. Separar os alunos a partir de suas notas dando uniformes de cores diferentes referente a cada rendimento, da mesma forma os pais seriam avaliados nesse novo modelo pela sua participação e receberiam uma pulseira de mesma cor. Os professores também seriam avaliados pela média de nota dos seus alunos e ganhariam o crachá da cor* referente.


*cor referente a nota máxima teria benefícios disponíveis como atividades extra curriculares, estacionamento e cursos de formação


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Legenda: Frame do protótipo audiovisual produzido pelo grupo



Em seguida, a produção do vídeo o material foi encaminhado (online) para mães e professores como sendo uma proposta viável de um novo modelo de sistema de avaliação, as mães e professoras foram convidadas a enviar um relato via áudio com sua opinião sobre o “novo modelo de avaliação” - os retornos geração uma nuvem de palavras com o que mais apareceu nos áudios: inovação competição, classificação, hierarquia, competição, avaliação, absurdo, meritocracia, controle entre outros.


O protótipo apresentou a diferença de reação/percepção entre dois tipos de espectadores: as educadoras que também eram mães e as mães. As educadoras: definiram a proposta como algo absurdo em diferentes graus, entendeu-se que elas têm clara noção de que, quando falado no vídeo, sobre uma avaliação cognitiva, está se deixando de fora aspectos importantes para a formação dos alunos. As mães: de forma geral definiram como boas as propostas, houve ressalvas em classificar por uniforme, acharam justo a questão da meritocracia, remete a algo de controle da escola, demonstra claramente esse desconhecimento das mães acerca dessa educação moderna, elas ainda estão muito presas ao modelo de educação e classificação tradicional


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