Visualizações em rede
- Fernando Horlle
- 20 de nov. de 2020
- 2 min de leitura
Os protótipos desenvolvidos são inspirados na temática de sentir em rede: para isso, foi utilizada a plataforma InfraNodus que permite a manipulação de dados através da técnica cunhada pelo arquiteto da informação Thomas Vander como Folksonomia: uma combinação de folk (pessoa) e taxonomia, ou classificação, marcação social. Para Lima (2011), este é um sistema capaz de categorizar o conteúdo por meio de palavras-chave atribuídas a uma parte da informação. Este método foi escolhido por ser altamente adaptável e permitir a exploração, ordenação e localização de elementos a partir de uma visão de baixo para cima, quase como uma varredura de temas que estão dispostos no texto.
Visualização em rede:
Matters of Care: Speculative ethics in more
than human worlds. Maria Puig De La Bellacasa

fonte: o autor
Lima (2011) propõe que a rede pode instigar descobertas notáveis. Redes são capazes de traduzir a complexidade estrutural em percepções visuais. Sendo assim, foram desenvolvidas manipulações na medida em que os textos foram lidos, conduzindo o projetista através de suas funções de documentar, esclarecer, revelar, expandir e abstrair.
É através da representação pictórica e da análise interativa que a rede dá vida aos protótipos desenvolvidos, fornecendo assim diferentes mapas dos território a serem explorados. O conteúdo traduzível de uma representação é denominado de informação, como um sinônimo de dados a serem transcritos (BERTIN, 2011). As manipulações permitem ao usuário navegar entre as redes em uma abordagem denominada por Lima (2011) como wayfinding, permitindo gerenciar o conteúdo das narrativas a partir de diferentes "zooms" nas escalas para expor agrupamentos e interconexões entre os conceitos apresentados.
A partir dos protótipos apresentados, reflete-se a possibilidade da rede representar a sintaxe de uma nova linguagem, gerada, nesse caso, por algoritmos de computador com recursos interativos apresentando diversos elementos visuais como cores, textos, formas, contrates, posições, orientações e configurações. As redes podem se tornar não apenas onipresentes mas também são consideradas estruturas estimulantes e intrigantes, expressando um novo senso de interação. LIMA, M. Visual Complexity: Mapping Patterns of Information. 1. ed. Nova York: Princeton Architectural Press, 2011.
BERTIN, J. Semiology of Graphics: Diagrams, Networks, Maps. Redlands: Ersi Press, 2010.
DE LA BELLACASA, Maria Puig. Matters of care: Speculative ethics in more than human worlds. U of Minnesota Press, 2017.
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